Metarhizium anisopliae contra pragas da soja, milho e sorgo
Resumo: O fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae tem se destacado como uma ferramenta de controle biológico nas culturas de soja, milho e sorgo. Agindo por contato e infecção, ele causa doença nos insetos-praga (a “muscardina verde”) e ajuda a suprimir populações de percevejos, cigarrinhas e diversas lagartas de forma seletiva e segura. Neste artigo, abordamos como o M. anisopliae atua e por que é relevante no manejo integrado, apresentando casos de sucesso em pragas dessas culturas – desde aplicações comerciais já utilizadas em campo até resultados experimentais publicados – incluindo percentuais de controle observados em estudos científicos.
Introdução: o que é Metarhizium anisopliae e como funciona
Metarhizium anisopliae é um fungo entomopatogênico (patogênico a insetos) encontrado naturalmente no solo e amplamente estudado para controle biológico de pragas agrícolas. Pertencente ao gênero Metarhizium, ele infecta mais de 300 espécies de artrópodes, incluindo importantes insetos-praga. No Brasil, seu uso em lavouras vem crescendo: já foram tratados mais de 2 milhões de hectares com produtos à base de M. anisopliae em diversas culturas, refletindo o interesse por alternativas sustentáveis de manejo.
O modo de ação desse fungo é característico. Os conídios (esporos) aderem ao corpo do inseto e germinam, penetrando no hospedeiro através do tegumento com ajuda de enzimas e pressão mecânica. Em seguida, o fungo prolifera internamente e libera toxinas (destruxinas) que debilitam e matam o inseto em alguns dias. Após a morte, frequentemente observam-se os cadáveres cobertos por um mofo esverdeado (“muscardina verde”), resultante da esporulação do Metarhizium sobre o inseto morto. Esses novos esporos podem se dispersar no ambiente e infectar outras pragas, ampliando o controle de forma natural.
Uma grande vantagem do M. anisopliae é sua seletividade e segurança. Diferentemente de inseticidas químicos, este bioinseticida não deixa resíduos tóxicos no ambiente ou nos alimentos e preserva os inimigos naturais das pragas. Não há registros de populações de insetos desenvolvendo resistência ao M. anisopliae, tampouco casos de intoxicação em humanos ou animais domésticos associados a seu uso. Além disso, estudos indicam que certas linhagens podem até colonizar plantas de forma endofítica (dentro dos tecidos) e promover o crescimento vegetal ou induzir defesas naturais – um benefício extra no agroecossistema. Com compatibilidade para uso em Manejo Integrado de Pragas (MIP) e isenção de impacto negativo sobre abelhas e outros organismos não-alvo, o Metarhizium tornou-se um aliado valioso para controle de pragas em diversas culturas.
A seguir, veremos aplicações comprovadas desse fungo no combate a pragas específicas da soja, do milho e do sorgo, com exemplos de eficácia (% de controle) embasados em pesquisas científicas e experiências de campo.
Metarhizium no controle de pragas da Soja
Na cultura da soja, destacam-se duas categorias de pragas onde o M. anisopliae demonstra eficácia: os percevejos (Hemiptera) e as lagartas desfolhadoras (Lepidoptera).
Percevejos da soja: Os percevejos são pragas-chave da soja, atacando vagens e grãos. Espécies como o percevejo-marrom (Euschistus heros), percevejo-verde (Nezara viridula) e percevejo-verde-pequeno (Piezodorus guildinii) causam perdas significativas se não controladas. O M. anisopliae tem mostrado alta virulência contra esses insetos. Em estudos de laboratório, isolados do fungo resultaram em mortalidade de até 98% dos adultos de percevejo-marrom, mesmo em baixas concentrações de conídios. Observou-se também que as fêmeas de E. heros são ligeiramente mais suscetíveis que os machos, com tempo letal médio (LT50) de cerca de 7 dias, versus ~9,7 dias nos machos.
Mas além de matar, o fungo pode reduzir rapidamente os danos causados pelos percevejos. Uma pesquisa recente com E. heros demonstrou que, após o tratamento com M. anisopliae, houve uma redução de 86% na atividade de alimentação em apenas 4 dias, chegando a cessar totalmente a alimentação no quinto dia Ou seja, mesmo antes de morrer, o percevejo infectado já praticamente para de se alimentar nos grãos de soja, diminuindo o estrago às vagens. Esse efeito anti-alimentar é um ganho importante: significa que o fungo pode proteger a lavoura ao comprometer o comportamento da praga, além de eventualmente eliminá-la.
Em condições de campo, o controle biológico de percevejos com M. anisopliae vem sendo avaliado como parte do MIP. Alguns isolados comerciais e experimentais têm conseguido reduções de 60–80% nas populações de percevejo-marrom em soja dentro de ~7 a 14 dias após a aplicação (correcaodesolo.com.br). Embora fatores ambientais influenciem a velocidade de ação (temperatura, umidade, radiação solar), esses resultados demonstram que, aplicado corretamente, o fungo pode diminuir significativamente a densidade de percevejos. Produtores já contam com bioinseticidas registrados à base de M. anisopliae para essa finalidade, e recomendam-se aplicações no final da tarde ou em dias úmidos/nublados para maximizar a infectividade dos conídios. O uso do fungo, integrado ao monitoramento e, se necessário, a complementação com inseticidas seletivos, permite suprimir os percevejos da soja de forma mais sustentável.
Lagartas (desfolhadoras) da soja: As principais lagartas que atacam a soja – como a lagarta-da-soja (Chrysodeixis includens, também conhecida como falsa-medideira) e, eventualmente, lagartas do gênero Spodoptera – também podem ser alvo do Metarhizium. Essas pragas consomem folhas e vagens, impactando o rendimento. Embora vírus específicos (por exemplo, nucleopolivírus da Anticarsia) sejam amplamente utilizados no Brasil contra a lagarta-da-soja, o M. anisopliae e outros fungos entomopatogênicos oferecem uma linha adicional de defesa, especialmente em surtos mistos de espécies.
Isolados de M. anisopliae têm mostrado capacidade de infectar e matar lagartas de C. includens. Em experimentos de campo e casa-de-vegetação, a aplicação do fungo resultou em 50–70% de redução nas populações de lagarta-da-soja ao longo de 1 a 2 semanas. Esse nível de controle, embora moderado comparado a inseticidas químicos, pode ser muito útil quando combinado a outros agentes biológicos. Por exemplo, frequentemente após períodos chuvosos ocorrem epizootias naturais de fungos nas populações de lagartas – “doenças brancas” causadas por fungos como Metarhizium (antes conhecido como Nomuraea rileyi) – que chegam a colapsar infestações de falsa-medideira nas lavouras. Aplicações dirigidas de M. anisopliae poderiam antecipar ou intensificar esses surtos benéficos de doença, mantendo as lagartas abaixo do nível de dano econômico.
Vale notar que lagartas de Spodoptera (como a lagarta-do-cartucho, quando presente em soja) também são suscetíveis a M. anisopliae, embora a eficácia varie com o estágio da praga. Larvas menores tendem a ser mais vulneráveis. No geral, o uso de M. anisopliae em soja contra lagartas é visto como complementar – reduz a pressão das pragas e retarda seu desenvolvimento, facilitando o controle por inimigos naturais e outras táticas do MIP. Assim, seja visando percevejos ou lagartas, o fungo contribui para uma proteção mais ecológica da cultura da soja, diminuindo a dependência exclusiva de químicos.
Metarhizium no controle de pragas do Milho
No milho, o M. anisopliae vem ganhando espaço especialmente no manejo de duas pragas de grande importância: a cigarrinha-do-milho (vector de doenças) e a lagarta-do-cartucho (desfolhadora geral).
Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis): Nos últimos anos, essa cigarrinha – um pequeno inseto sugador – tornou-se uma das principais ameaças ao milho, pois transmite os patógenos causadores dos enfezamentos (doenças que podem acarretar perdas superiores a 70% na espiga). O controle químico da cigarrinha é difícil e nem sempre efetivo, o que levou os pesquisadores e agricultores a buscar soluções biológicas. Metarhizium anisopliae tem se destacado como bioinseticida para cigarrinhas, com vários produtos e tecnologias em desenvolvimento.
Em práticas de MIP no campo, o fungo é aplicado preventivamente ou no início da infestação, seguido de avaliações cerca de 7 dias após para checar a mortalidade obtida e a persistência do agente biológico. Os resultados têm sido animadores: os fungos entomopatogênicos (especialmente M. anisopliae e Beauveria bassiana) conseguem reduzir significativamente as populações da cigarrinha, ajudando a quebrar o ciclo de transmissão de doenças. Em um estudo conduzido no Cerrado (Rio Verde, GO), uma única aplicação de M. anisopliae reduziu a população de Dalbulus a níveis comparáveis aos do tratamento químico padrão após aproximadamente 9–10 dias. Na avaliação aos 9 dias, a eficiência de controle do fungo atingiu cerca de 45%, praticamente empatando com o inseticida químico (≈46% de redução), enquanto outro fungo, B. bassiana, ficou bem abaixo (apenas ~21% de redução). Esse estudo evidenciou que, embora o M. anisopliae aja mais lentamente que um inseticida, ele pode manter um controle consistente por mais tempo – aos 12 dias, por exemplo, o M. anisopliae ainda sustentava em torno de 37% de eficiência, superior aos demais tratamentos biológicos testados e indicando residual maior no campo.
Uma inovação promissora vem da formulação de blastosporos (formas leveduriformes do fungo produzidas em fermentação líquida). Pesquisadores da ESALQ-USP e Embrapa desenvolveram um bioinseticida de blastosporos de Metarhizium (espécie M. robertsii, muito próxima a M. anisopliae) que demonstrou alta patogenicidade contra a cigarrinha-do-milho. Os blastosporos, mais tolerantes à dessecação, germinam rápido no inseto e matam as cigarrinhas adultas em poucos dias após a pulverização. Por ser específico à praga-alvo, esse bioinseticida protege a cultura sem afetar outros organismos, representando um caminho para produtos comerciais mais eficazes no controle da cigarrinha. A expectativa é que tecnologias assim cheguem ao mercado, oferecendo aos produtores uma ferramenta biológica de fácil aplicação (inclusive via equipamento convencional) e alto impacto na supressão das cigarrinhas e na prevenção dos enfezamentos.
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda): A principal lagarta do milho, conhecida pelos intensos danos nas folhas e cartuchos, historicamente é controlada por inseticidas químicos e plantas Bt. Entretanto, M. anisopliae também tem sido avaliado como agente de controle dessa praga, sobretudo em contextos de manejo orgânico ou em rotação de estratégias para evitar resistência. Em laboratório, M. anisopliae mostrou efeito dose-dependente sobre lagartas de S. frugiperda: concentrações altas (por exemplo, 1×10^9 conídios/mL) resultaram em cerca de 46–50% de mortalidade de lagartas e causaram impactos subletais consideráveis – larvas tratadas consumiram ~22% menos alimento e tiveram taxa de crescimento ~19% menor em comparação às não tratadas. Além disso, o fungo reduziu a eficiência alimentar das lagartas (conversão de alimento em biomassa) em ~24%, enfraquecendo-as para estágios posteriores.
Há variações de susceptibilidade conforme o estágio da lagarta: instares iniciais tendem a sucumbir com maior facilidade. Em testes, isolados de Metarhizium obtiveram mortalidade de até 80% em lagartas pequenas (2º instar) alimentando-se em folhas contaminadas com o fungo. Porém, para lagartas maiores, a taxa cai – daí a importância de aplicar o controle biológico cedo, ao primeiro sinal de infestação. Ensaios de campo ainda são incipientes, mas combinando M. anisopliae com outras táticas (ex.: uso de feromônios para atrair adultos, plantas Bt ou vírus de poliédrose para atuar simultaneamente), vislumbra-se um manejo integrado da lagarta-do-cartucho com menor dependência de químicos. Vale lembrar que M. anisopliae age mais lentamente que inseticidas convencionais (a mortalidade costuma ocorrer 4–7 dias após infecção), por isso seu uso contra Spodoptera deve ser planejado preventivamente ou em aplicações dirigidas em focos iniciais, permitindo tempo para o fungo agir antes que a lagarta cause desfolha severa. Em resumo, embora não substitua totalmente os métodos tradicionais no milho, o Metarhizium oferece mais uma linha de defesa contra a lagarta-do-cartucho – uma abordagem ecológica que pode reduzir a pressão de seleção por resistência aos inseticidas e contribuir para populações de Spodoptera mais manejáveis a longo prazo.
Metarhizium no controle de pragas do Sorgo
O sorgo compartilha várias pragas com o milho (como a própria lagarta-do-cartucho), mas também enfrenta desafios específicos, sendo o pulgão-do-sorgo o principal deles nos últimos anos. O uso de M. anisopliae no sorgo concentra-se, portanto, nessas pragas de destaque.
Pulgão-do-sorgo (Melanaphis sorghi): Esse afídeo invasor (também chamado de pulgão-amarelo) tornou-se um dos maiores problemas fitossanitários do sorgo recentemente, capaz de secar folhas e enfraquecer plantas inteiras com sua sucção de seiva. Para combatê-lo, já se empregam inimigos naturais (como parasitoides e joaninhas) e inseticidas seletivos (ex.: sulfoxaflor). Fungos entomopatogênicos são outra frente promissora. Estudos em casa-de-vegetação pela Embrapa Milho e Sorgo avaliaram bioinseticidas comerciais à base de M. anisopliae e B. bassiana contra o pulgão. Os resultados indicaram que ambos os fungos podem reduzir significativamente a proliferação dos pulgões em plantas de sorgo. Após a infestação de plantas tratadas, observou-se que, passados alguns dias, as colônias de pulgão nos tratamentos fúngicos ficaram muito menores que nas plantas sem tratamento. Na terceira semana de avaliação, por exemplo, plantas pulverizadas com M. anisopliae (cepa IBCB 425) apresentaram em média apenas ~10 pulgões, contra mais de 40 pulgões por planta nos controles não tratados. Essa diferença representa aproximadamente 75% de redução na população de pulgões graças ao fungo. O desempenho do M. anisopliae foi semelhante ao do B. bassiana nesse experimento, embora nenhum dos dois alcançasse o nível de controle do inseticida químico de referência (sulfoxaflor, que eliminou virtualmente 100% dos pulgões). Ainda assim, tratar plantas de sorgo com fungos entomopatogênicos resultou em densidades de pulgão bem abaixo daquelas observadas sem tratamento – um indicativo claro de eficácia biológica.
Esses achados sugerem que M. anisopliae pode ser incorporado no manejo do pulgão-do-sorgo como ferramenta adicional. Por exemplo, aplicações preventivas do fungo (ou em combinação com agentes químicos em doses reduzidas) poderiam manter as populações de pulgão em níveis mais baixos ao longo do ciclo da cultura. Além disso, o fungo tem a vantagem de persistir no ambiente: conídios remanescentes no solo ou na palhada de sorgo podem infectar ninfas e fundadoras das colônias assim que elas aparecem na safra seguinte, funcionando quase como um “controle oculto” no sistema de plantio direto. Para otimizar seu uso, recomenda-se aplicar M. anisopliae em horários de alta umidade e menor insolação (similar às recomendações no milho e pastagens), garantindo que os esporos sobrevivam o suficiente para infectar os pulgões nas folhas.
Lagarta-do-cartucho em sorgo: A Spodoptera frugiperda ataca o sorgo de maneira muito similar ao milho, causando danos nas folhas em roseta e nas panículas em formação. Portanto, as estratégias e eficácia do M. anisopliae discutidas para o milho aplicam-se aqui. Em suma, espera-se de 50% a 80% de mortalidade de lagartas jovens sob boas condições de aplicação do fungo, com efeito decrescente em lagartas mais desenvolvidas. No sorgo, uma vantagem é que a arquitetura da planta (folhas mais eretas formando funil) pode ajudar a reter a calda com os conídios perto do cartucho onde as lagartas ficam, aumentando as chances de contato e infecção. Assim, produtores de sorgo podem considerar o Metarhizium como parte do manejo integrado da lagarta-do-cartucho, em conjunto com medidas já usadas no milho (variedades resistentes, controle biológico por parasitoides, etc.).
Outras pragas em sorgo: Embora menos comuns, algumas pragas de sorgo têm parentesco com pragas já controladas pelo M. anisopliae em outras culturas. Por exemplo, cigarrinhas de pastagem e cana (Deois, Mahanarva, Zulia spp.) podem eventualmente atacar sorgo forrageiro. Nesses casos, sabemos pela cana-de-açúcar que o M. anisopliae é extremamente eficiente – estudos registraram mais de 90% de mortalidade da cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) em canavial tratado com o fungo. Esse precedente indica que, se necessário, o mesmo método poderia ser aplicado em sorgo contra infestações de cigarrinhas spittlebug. Da mesma forma, percevejos das gramíneas (como o percevejo-do-colmo Tibraca limbativentris, praga de arroz e ocasionalmente de outras gramíneas) são suscetíveis ao Metarhizium – abrindo possibilidade de uso do fungo caso essas pragas ocorram no sorgo. Em resumo, a versatilidade do M. anisopliae faz dele um “coringa” no manejo de diversas pragas sorghícolas, seja alvo primário (pulgões) ou de importância secundária.
Eficácia de M. anisopliae em diferentes pragas e culturas
A tabela a seguir resume a porcentagem de controle alcançada pelo Metarhizium anisopliae para cada combinação de cultura e praga mencionada, conforme dados de pesquisas e aplicações reportadas:
| Cultura | Praga-alvo | Controle obtido (% aprox.) |
|---|---|---|
| Soja | Percevejos (marrom, verde, etc.) | 60–90% (até ~98% em condições de laboratório) |
| Soja | Lagarta-da-soja (Chrysodeixis includens) | ~50–70% de redução populacional |
| Milho | Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) | ~50% (em 7–10 dias, eficiência comparável a químico) |
| Milho | Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) | 50–80% (melhor em lagartas jovens; ação mais lenta) |
| Sorgo | Pulgão-do-sorgo (Melanaphis sorghi) | ~75% de redução na infestação |
| Sorgo | Lagarta-do-cartucho (S. frugiperda) | 50–80% (semelhante ao milho, sob boas condições) |
Observação: Os percentuais acima são aproximados e dependem de fatores como a cepa do fungo utilizada, dose/formulação, condições ambientais e estágio da praga. Em geral, M. anisopliae tende a apresentar maior eficácia em condições de alta umidade e temperaturas amenas, e contra populações iniciais de pragas (ou instares jovens), alinhando-se à estratégia preventiva típica do manejo biológico.
Como vimos, Metarhizium anisopliae já é uma realidade no campo brasileiro para controle de importantes pragas em soja, milho e sorgo, além de ter um potencial comprovado em estudos para ampliar seu espectro de uso. Sendo um agente natural, seguro e eficiente, ele permite ao produtor manejar pragas de forma mais equilibrada, reduzindo a dependência de químicos e contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola. Em um cenário de busca por práticas agrícolas mais ecológicas, o uso de M. anisopliae exemplifica como a biotecnologia de microrganismos benéficos pode andar de mãos dadas com a produtividade, protegendo as lavouras e o meio ambiente simultaneamente.
Fontes: Diversos estudos científicos e boletins técnicos foram consultados para embasar os dados apresentados, incluindo publicações da Embrapa, artigos em periódicos internacionais e experiências reportadas em campo. Referências específicas estão indicadas ao longo do texto, destacando os percentuais de controle e exemplos mencionados. Em suma, a integração do Metarhizium no manejo fitossanitário representa um avanço promissor rumo a uma agricultura mais sustentável e inovadora. Em contínua evolução, espera-se que novas formulações e cepas aprimoradas deste fungo ampliem ainda mais sua contribuição no combate às pragas agrícolas.
